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economia circular

A sustentabilidade ambiental é uma das principais preocupações para o futuro da nossa sociedade e do próprio planeta; o consumo de recursos tem aumentado de forma tão exponencial que, mantendo este ritmo, estaremos a consumir o triplo do que a Terra nos consegue dar em 2050.

No entanto, mudar este percurso requer mais do que uma reformulação de metodologias ou uma revolução industrial; requer, de facto, uma mudança de mindset, da forma como pensamos no consumo e no fim de vida dos produtos. A economia circular nasce dessa necessidade como um dos principais conceitos-chave que procura reformular a maneira como pensamos e atuamos perante os processos produtivos.

 

O que é a economia circular?

A economia circular é um modelo económico em que os produtos, peças e matérias-primas, em vez de serem consumidos e descartados, passam por um ciclo em que são reaproveitados ao máximo e perdem o menor valor possível a cada uso.

Tal como o nome indica, a economia circular funciona como um ciclo fechado; isto é, os materiais ou produtos entram no ciclo inicialmente, mas, ao invés de serem deitados fora no que seria habitualmente o seu final de vida, são reutilizados, da mesma ou de outras formas, para manterem parte do seu valor. O que tradicionalmente seria considerado “lixo” ganha nova vida, seja com uma segunda vida útil ou como nova matéria-prima para novos produtos.

 

Os princípios da economia circular

A economia circular assenta em três princípios, também conhecidos como os 3-R:

  • Reduzir (no consumo de matérias-primas; isto é, consumir o mínimo possível);
  • Reutilizar (produtos, partes e matérias-primas o máximo possível);
  • Reciclar (para dar nova vida às matérias-primas dos produtos usados ao máximo).

 

Exemplo de economia circular

A título de exemplo, vejamos o caso de um dos dispositivos mais comuns do dia-a-dia moderno: o telemóvel. Geralmente, o ciclo de vida dos telemóveis é bastante curto: compra-se novo, tem o seu uso diário durante determinado tempo e depois é substituído por um modelo novo – a não ser que se estrague no entretanto, caso em que, muitas vezes, a reparação é mais cara do que simplesmente comprar um novo.

Num contexto de economia circular, a situação não será tão linear (perdoando o trocadilho). Não só os telemóveis devem ser feitos a pensar numa duração maior, em vez de seguirem a estratégia empresarial de obsolescência programada (em que os dispositivos são desenhados já a pensar numa curta duração, para serem substituídos no futuro), como também acabam por ser reaproveitados de outras formas – se se estragam, são reparados, por exemplo, e, quando atingem o absoluto fim de vida em que não têm mais uso, são reciclados de forma a reaproveitar as matérias-primas preciosas que os compõem em novos modelos.

 

Economia linear vs. economia circular

A economia linear é o modelo económico tradicional baseado no consumo e produção constantes, em que o ciclo de vida dos vários elementos produtivos (materiais, produtos e até energia) passa por quatro fases:

1. Recolha de matérias-primas;
2. Produção;
3. Uso dos produtos;
4. Eliminação dos resíduos.

Comparativamente, a economia circular assenta num ciclo de vida contínuo para os produtos, em que o passo 1 é evitado ao máximo (reaproveitando-se matérias-primas existentes, que virão do novo passo 4), o passo 2 é o mais ecológico possível, assentando em energias renováveis e em métodos de produção sustentáveis, o passo 3 tem uma duração muito maior com a noção de reutilização dos produtos e o passo 4 passa de eliminação dos resíduos para o seu reaproveitamento (leia-se: reciclagem) como novas matérias-primas.

 

O plano de ação europeu para a economia circular

No contexto europeu, a Comissão Europeia adotou, como um dos componentes principais do Plano Ecológico Europeu, um novo Plano de Ação para a Economia Circular (Circular Economy Action Plan). Parte dos esforços para conseguir atingir a neutralidade climática até 2050, este plano de ação pretende reformular a forma como a indústria europeia produz bens, ao mesmo tempo que ajuda a criar até 700 mil novos postos de trabalho até 2030, frutos das novas práticas e tecnologias implementadas.

O Plano de Ação para a Economia Circular é transversal a todas as indústrias, embora com uma maior ênfase nas indústrias mais desafiantes a nível de sustentabilidade (eletrónica, baterias e veículos, plástico, têxtil, construção e comida, água e nutrientes).

Entre as ações previstas para o plano europeu estão:

  • Uma nova estrutura de política de produtos sustentáveis, focada na reformulação do design de produtos para uma nova mentalidade circular, na avaliação do desempenho sustentável dos produtos e respetiva recompensação, na criação de opções de escolha sustentáveis e informação fidedigna para os consumidores e na intervenção nos processos produtivos para garantir a circularidade;
  • Uma nova política de resíduos comunitária para desincentivar o desperdício e motivar a economia circular no que toca à reutilização e reciclagem, para além de evitar empurrar acidentalmente a responsabilidade pelos resíduos para países externos à União Europeia;
  • Estimular a adoção da economia circular através de apoios e fundos para o efeito, como por exemplo, através de incentivos à adoção de tecnologias sustentáveis.

 

Como aplicar a economia circular na sua empresa

Para empresas preocupadas com a sustentabilidade e motivadas para fazer a sua parte, há passos que podem (e devem) já começar a tomar para se enquadrarem no contexto da economia circular:

  1. Defina um plano interno de implementação da economia circular

    A economia circular é uma mudança radical e, portanto, deve vir de cima. Elabore um plano interno de ação para a transição dos seus processos produtivos atuais para novos processos baseados nos três R’s da economia circular.

  2. Eduque os seus colaboradores

    Como referido, a economia circular, mais do que um conjunto de procedimentos, é uma mudança de mentalidades. Como tal, deve passar também por educar e elucidar as suas equipas sobre o porquê da alteração, os princípios que devem seguir e a forma como a empresa pretende prosseguir no futuro.

    Com a compreensão e o apoio dos colaboradores, a passagem para a economia circular não será apenas mais simples, como também mais motivadora para a sua própria equipa, sabendo que a sua organização está de olhos postos num futuro sustentável.

  3. Implemente novos procedimentos e tecnologia

    A transição da economia linear para a circular, naturalmente, implica uma drástica reformulação dos seus processos e a implementação de novos sistemas. A digitalização é um dos pontos principais a ter em conta; muito do desperdício tradicional pode ser reduzido ou até eliminado através de novos processos digitais, como a faturação eletrónica.

  4. Reduza o desperdício e reutilize ao máximo

    Por fim, o passo final de introduzir nos seus processos a reutilização e a reciclagem, de forma a completar o impacto da economia circular. Desde reduzir o desperdício, como o de matérias-primas, de erros de produção ou até do próprio papel, cujo gasto pode ser reduzido significativamente com a transformação digital, à reutilização de recursos e à reciclagem de produtos. Pode, por exemplo, criar um sistema de devolução de produtos antigos ou danificados para os seus clientes, reaproveitando esses materiais para a criação de novos produtos.

 

Dê o primeiro passo rumo à economia circular com a faturação eletrónica

A transição para a economia circular não se faz do dia para a noite, mas pode dar já o primeiro passo de uma forma simples que terá um grande impacto não só na sustentabilidade da sua empresa, mas também na sua própria eficiência. A solução de faturação eletrónica da YET permite-lhe adotar o novo intercâmbio de dados obrigatório agora para as obrigações legais, reduzir o desperdício de papel e até baixar os custos, entre outras vantagens.

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